Sobre nós

O Laboratório de Ecologia Aplicada (LEAp) do CCA-UFSC visa entender e multiplicar a prática de manejo da biodiversidade de modo a restaurar o funcionamento de ecossistemas degradados e ao mesmo tempo, no mesmo espaço, produzir múltiplos benefícios materiais para a humanidade. Para tanto desenvolve experimentos, pesquisas observacionais e análises integrativas de dados compilados de diversas fontes para entender quais componentes da diversidade de atributos funcionais impulsionam a multifuncionalidade de ecossistemas. Ênfase é dada na produtividade e versatilidade de contribuições materiais para as pessoas, supressão de plantas espontâneas, interações tróficas, microclima e biota do solo, ciclagem e retenção de nutrientes e conservação através do uso sustentável de espécies nativas em sistemas agroflorestais sucessionais (SAFS). Também são desenvolvidas ferramentas para aprendizagem coletiva e tomada de decisões para escolha de combinações de espécies compatíveis com determinadas condições ambientais e socioeconômicas e para redução da mão-de-obra necessária para manejar SAFS biodiversos e escaláveis com máquinas e implementos amplamente usados na agropecuária.

A equipe de pesquisa do Laboratório de Ecologia Aplicada interessa-se por questões teóricas e experimentais em diferentes níveis de organização ecológica, especialmente em agroecossistemas. Queremos entender de que forma atributos funcionais da biodiversidade planejada interagem com fatores ambientais e com a biodiversidade associada nos agroecossistemas. Temos nos dedicado a entender como:

  1. A biodiversidade afeta o funcionamento de ecossistemas e seus benefícios para os humanos;

  2. A composição e atributos funcionais em comunidades vegetais influenciam o funcionamento dos ecossistemas (resistência à invasão por plantas espontâneas e as funções ecossistêmicas de solos, por exemplo);

  3. Aplicar o conhecimento gerado pela ecologia básica para desenhar agroecossistemas mais sustentáveis;

  4. Diferentes desenhos e práticas de manejo  afetam a eficiência socio-ecológica de agroecossistemas em relação ao uso de insumos, mão-de-obra, e a multifuncionalidade.